Década de 60.
Isto mesmo: há 53 anos o cientista Edward Lorenz, ao fazer cálculos matemáticos sobre condições climáticas, mudando um fator numérico descobriu que TUDO está instantaneamente imbricado, isto é, tudo forma uma teia global e, assim, algo mínimo que aconteça num canto qualquer do outro lado do mundo poderá ter implicações máximas em todo o resto do mundo em tempo real.
Com base nessa descoberta, Lorenz então cunhou a seguinte metáfora:
"Quando uma borboleta bate as suas asas no Brasil pode causar um terremoto no Texas".
É de Lorenz, pois, a chamada "Teoria do Efeito Borboleta", isto é, que os acontecimentos estão permanentemente interligados na Teia da Vida. Aliás, a própria palavra UNIVERSO é "uni-verso", ou seja, forma uma UNIDADE, onde tudo e todos estão entrelaçados, à semelhança mesmo de uma teia.
Seja lá que nome se adote para essa conectividade global, a verdade é uma só: o que dizemos e fazemos no dia a dia gera consequências positivas ou negativas. Eis porque a importância de se pensar ANTES de falar e AVALIAR as eventuais consequências trazidas pelos atos a serem empreendidos.
No contexto empresarial, por exemplo, onde o trabalho em equipe é condição essencial para a produtividade, zelar para que palavras e ações tenham positividade deve ser o comprometimento de cada colaborador(ou colaboradora), independentemente do cargo que ocupe.
Alguns atos que podem ter o "efeito borboleta" e gerar um terremoto de grandes proporções dentro de uma empresa:
- Desempenhar uma tarefa de maneira desatenta, exigindo que outra pessoa refaça o
trabalho que já deveria ter sido bem feito na primeira vez;
- Esquecer-se de dar uma solução a uma determinada demanda do cliente;
- Chegar atrasado ao trabalho ou faltar injustificadamente;
- Executar uma tarefa sem compreender o sistema como um todo;
- Fazer o que não precisa ser feito naquele momento e deixar o necessário e urgente
para depois;
- "Alugar" o tempo de colega que está ocupado, entabulando conversas fúteis durante o
horário do expediente profissional;
- Acessar as redes sociais (internet) para fins particulares durante o horário de trabalho;
- Atender a chamadas particulares ao telefone celular de uso exclusivo da empresa ou
no próprio celular durante o expediente - salvo em casos de emergência;
- Fazer comentários de assuntos particulares no horário de trabalho, ou ser indiscreto,
isto é, falar de um cliente na presença de outro cliente ou na presença de outras
pessoas que nada têm a ver com o assunto. Semelhantemente, é também de mau tom
(viola a ética) fazer comentários negativos sobre a empresa em que se trabalha com os
colegas do mesmo setor ou de outra unidade da empresa.
Cada qual cuidando para que seus atos (e palavras) tenham assertividade, TODOS terão uma ambiência saudável e estimuladora da criatividade - que é a "irmã gêmea" da produtividade.
Luiz Oliveira Rios é Pesquisador de Filosofia e Consultor de Empresas.
E-mail: oliveira.rios@hotmail.com
Fonte: Luiz Oliveira Rios
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