Você sabia que um dos sonhos frustrados do gênio da física e da matemática foi o de não poder ser um violinista e tocar numa orquestra?
Pois é. Albert Einstein NÃO possuia a coordenação motora adequada para tocar um instrumento de cordas como violino ou violão. Depois de alguns meses de treinamento, ele percebeu que aquela não "era a praia dele". Desapontado, uma vez ele disse que trocaria - veja só - até o seu Prêmio Nobel pela chance de se apresentar para o público tocando violino numa orquestra.
Na verdade, dentro da sua simplicidade - os verdadeiros sábios são simples e não arrogantes -, Albert Einstein se deparou com uma total falta de habilidade para desempenhar uma dada atividade, e isto, claro, o chateou muito; no entanto, o que fez ele? Inventariando a si mesmo, ou seja, fazendo um sincero balanço de suas habilidades, constatou que, apesar da complexidade de certos cálculos matemáticos, sua arena de atuação, com grande chances de êxito, foi sempre a Ciência.
Tomando esse grande homem como exemplo, cada um de nós, quando possuimos honestidade intelectual para admitirmos nossas forças e nossas fraquezas, paramos de brigar com nossas fraquezas, não no sentido de desleixo, mas não deixando que elas nos joguem para baixo, e buscamos aprimorar nossas habilidades para as quais nos identificamos mais. E tocamos a vida em frente em prol de novas realizações.
Descobrimos que nossa praia não é a Língua Inglesa? E se tentássemos aprender então o Espanhol? Nos damos melhor na área de vendas, por que então a insistência em atuarmos desempenhando funções meramente burocráticas?
Assim com as empresas fazem seus balancetes contábeis, devemos - e podemos - fazer periodicamente um balancete dos nossos talentos, nossos dons e habilidades, com vistas a identificar no que somos fortes e podemos melhorar mais ainda; no que ainda apresentamos falhas e precisamos consertá-las, e quais áreas, definitivamente, não se enquadram em nosso perfil pessoal.
Notem que não é uma questão de trabalhar apenas em algo que "dê dinheiro", mas em buscarmos os diferenciais para a excelência dentro do campo de trabalho que nos encanta e para o qual temos absoluta certeza de que possuimos as habilidades adequadas. O dinheiro virá como consequência natural.
Lidar com as frustrações pessoais e profissionais de maneira afirmativa é a melhor saída para não se ficar preso a queixumes e reclamações que contribuem para amargar a vida no dia a dia.
Ninguém é 100% bom em tudo; mas no âmbito das habilidades sobre as quais se confirma o nosso perfil, ou seja, somos de fato talhados para isto, devemos dar 100% de nossos esforços em prol da maestria na execução das atribuições e das tarefas que estão sob nossa responsabilidade. Quando isto não ocorre, tem-se aqui o que se denomina negligência - que é saber fazer bem feito uma dada atividade, porém não se adotar o empenho necessário para se obter os bons resultados esperados.
Naquelas funções e tarefas inerentes a um dado cargo, mas que ainda não as dominamos com a necessária proficiência, um bom programa de treinamento, a humildade para pedir ajuda a terceiros, a determinação pessoal e o esforço para superar as dificuldades devem surtir efeito positivo.
E para as áreas que não se coadunam com o nosso perfil, deixemo-las para outros profissionais que se enquadrem muito bem nelas, e que reconheçamos e valorizemos as realizações alheias.
É na diversidade dos talentos, dos dons e das habilidades que nós, humanos, podemos transformar o mundo para melhor, cada qual dando o máximo de si naquilo que faz em grau de excelência.
André Rieu, o violinista e maestro hoje top no mundo dos espetáculos orquestrais, certamente não deve saber nada sobre física e matemática avançada, assim como Einstein não sabia tocar violino ......
Fonte: Luiz Oliveira Rios
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