Um cadeado somente pode ser fechado por fora - e por alguém.
Comparativamente falando, em muitas situações na vida, que estão em aberto, é a gente mesmo que "fecha" essas situações, ficando preso nelas.
O cadeado, para ser aberto, necessita de uma chave própria, que deve estar ou nas mãos de quem o trancou ou nas mãos de outra pessoa que possa então abri-lo.
No âmbito da vida, em que as situações são "fechadas" por nós próprios - e esse fechamento é sempre por dentro -, somente a própria pessoa é que possui a chave para destrancar o arco aprisionante do cadeado e se libertar.
Vejamos, rapidamente, alguns "cadeados" que podem estar fechados e necessitam ser abertos o quanto antes:
1 O "cadeado" do mal humor: crônico ou agudo, o mal humor envenena as relações humanas em casa ou no trabalho;
2 O "cadeado" da desmotivação: trancadas na rotina que elas mesmas criaram, muitas pessoas transmitem desânimo no ambiente de
trabalho, contaminando colegas e desagrandando a clientes;
3 O "cadeado" da grosseria: presas a gestos e ou a palavras rudes, muitas pessoas afastam do convívio diário colegas e amigos que
tão somente apreciariam ajudar, estando mais próximas;
4 O "cadeado" da arrogância: prende com fortes grilhões inúmeras pessoas no sentimento arrogante de que são "autossuficientes"; logo,
não "precisam" de ninguém;
5 O "cadeado" da acomodação: este fecha o talento, na verdade, o conjunto de talentos que cada pessoa possui, deixando-a presa na carreira profissional, "estacionada" num único degrau, quando, na própria empresa, "n" novas oportunidades acontecem todos os dias sem que a pessoa se predisponha a aproveitá-las adequadamente;
6 O "cadeado" da murmuração: em vez de desenvolver uma visão afirmativa dos problemas - e só não tem problemas quem já morreu -, vendo esses problemas como desafios e NÃO como problemas, muitas pessoas passam o horário nobre do dia reclamando de tudo e de todos;
7 O "cadeado" do paradigma: o que é um paradigma? É um autoconvencimento de que o que a pessoa sabe é a única coisa certa; que a religião que a pessoa professa é a "única verdadeira"; que o jeito de fazer as coisas no dia a dia há "399 anos" é o definitivamente correto - logo, presas a esses paradigmas, inúmeras pessoas não mudam e fazem de tudo para que os demais também não mudem;
8 O "cadeado" da inveja: no lugar de olhar as próprias falhas e procurar corrigi-las, quem está trancado pelo cadeado da inveja fica "preso" ao sentimento mesquinho de que "o outro não merece ter o sucesso que tem"; portanto não empreende, ela mesma, sua própria caminhada em prol do êxito pessoal e profissional;
9 O "cadeado" da falta de tempo: por indisciplina e por desorganização pessoal, "n" indivíduos passam a vida pessoal e profissional "apagando incêndios", aprisionados ao círculo vicioso de deixar para amanhã o que já deveria ter sido feito ....ontem!
10 O "cadeado" quântico: que é quando a pessoa confunde produção(volume) com produtividade (resultado) - e quem está preso por esse cadeado também sofre por "falta de tempo", pois sempre está assoberbado por "n" tarefas que não agregam valor no dia a dia. Em vendas, por exempo, é muito comum vários vendedores julgarem que "quanto maior for o número de visitas, maiores serão as vendas", quando, na verdade, NÃO é o número de clientes visitados que garantem a produtividade e sim a QUALIDADE dos clientes que devem ser visitados, com um prévio planejamento do que oferecer, a quem oferecer, quando oferecer, como oferecer e como fechar positivamente uma negociação.
Todos nós, em menor ou maior grau, possuimos "cadeados" que nos impedem de empreender uma jornada de fato livre pela vida a fora. O desafio é termos a coragem - e isto requer coragem sim! - de identificar esses tais cadeados, destrancá-los por nós mesmos, ou quando isto não for possível, termos a humilidade suficiente para pedir ajudar a quem tiver competência e habilidade para nos libertar desses grilhões invisíveis - mas bem reais -, os quais, no mínimo, tiram a nossa alegria de viver e anulam as chances de progredirmos pessoal e profissionalmente.
Libertemo-nos, pois!
email: oliveira.rios@hotmail.com
Fonte: Luiz Oliveira Rios - Pesquisador de Filosofia e Consultor de Empresas
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